A Toninha

Toninhas

Pontoporia blainvillei - Toninha

A Pontoporia blainvillei (Gervais & d'Orbigny, 1844) ou popularmente conhecida por: Toninha, cachimbo, boto-amarelo ou, franciscana é uma espécie de golfinho e pode ser facilmente identificada pelo pequeno porte, rostro ("focinho") extremamente afilado, nadadeiras peitorais curtas e largas, dorsal pequena e triangular e a coloração marrom marrom-ocre que vai clareando ventralmente.

Os animais adultos não chegam a atingir 2 metros. No litoral sul do estado de São Paulo e norte do Paraná, atingem a maturidade sexual com comprimento total entre 112 e 116cm para os machos e 122 e 126cm para as fêmeas.

Habitam água costeiras (até a isóbata de 50m de produndidade). Não costumam constituir grandes grupos, sendo comumente encontrados indivíduos solitários, ou pequenas unidades sociais de 2 a 5 animais.

É um cetáceo lento, não ultrapassando normalmente os 10Km/h. Alimentam-se de cefalópodes, camarões e peixes.

Distribuição da espécie

Distribuição da espécie

A toninha é um pequeno cetáceo marinho que ocorre exclusivamente em águas costeiras do Atlântico Sul Ocidental entre o norte do Espírito Santo  e a Península Valdez, no norte da Patagônia Argentina (ver figura: Mapa da distribuição). Na região Sudeste do Brasil, entre Macaé e Ubatuba, e entre Atafona e a foz do rio Doce parecem existir hiatos na distribuição geográfica da espécie.

A existência de pelo menos duas populações distintas, uma ao norte e outra ao sul de Santa Catarina, foi proposta com base em dados morfológicos e moleculares. Embora novas informações sejam necessárias para uma melhor compreensão da estrutura populacional da espécie, tem sido  sugerido que estas populações sejam consideradas separadamente para fins de manejo e conservação.

Fonte: IBAMA, 2001. Mamíferos aquáticos do Brasil: Plano de Ação, versão II.

Atualmente as únicas informações existentes sobre o tamanho populacional da espécie na costa brasileira provêm de um estudo-piloto conduzido próximo a desembocadura da Lagoa dos Patos, Rio Grande do Sul.

A partir de censos aéreos foi estimada uma densidade da espécie de 0,657 indivíduos/ km2  para esta região.

A extrapolação desse dado para a área total da distribuição da espécie no litoral do Rio Grande do Sul resulta em uma populaçÃo de 15.975 toninhas (95% ICV: 12.547 a 20.327). Novos estudos nesta área e em outras regiões geográficas são essencias para uma melhor avaliação do tamanho populacional da espécie.

Fonte: IBAMA, 2001. Mamíferos aquáticos do Brasil: Plano de Ação, versão II.

A espécie é, provavelmente, o pequeno cetáceo mais ameaçado no Atlântico Sul Ocidental, devido aos altos níveis de mortalidade acidental em redes de espera ao longo de praticamente toda a área de distribuição.

Estudos recentes apontam para uma mortalidade acidental da espécie no Rio Grande do Sul, de aproximadamente 750 indivíduos por ano, o que representaria cerca de 4,7% da população estimada para a região. Análises de viabilidade populacional têm indicado que as capturas no Sul do Brasil podem não ser sustentáveis ao longo do tempo.

Níveis elevados de capturas acidentais têm sido indicados para inúmeras outras localidades da costa brasileira. Na maioria das regiões, os espécimes acidentalmente capturados são descartados pelos pescadores. Contudo, em algumas comunidades de pesca, registrou-se o uso da gordura como isca na pesca de espinhel de elasmobrânquios e da carne para consumo humano. Há também registros de capturas intencionais da espécie no litoral de Santa Catarina, embora pareçam extremamente raros.

A crescente degradação ambiental é outra ameaça potencial à espécie. Portos importantes e industrias entre Espírito Santo e Valdez resultam em tráfego marítimo intenso e poluição. Metais pesados e organoclorados têm sido detectados em tecidos da espécie, ainda que em concentrações não muito elevadas, no Brasil, Uruguai e Argentina. A presença de detritos (e.g. plástico, néilon) no estômago de exemplares do Brasil  e Uruguai apontam para a degradação do habitat da espécie. Adicionalmente, a exploração excessiva e o colapso de recursos pesqueiros importantes na dieta da espécie também podem representar fatores preocupantes para sua conservação.

Status da Conservação da espécie:

  • Consta da Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção
  • Classificação Plano de Ação IBAMA: Vulnerável
  • Classificação IUCN: Vulnerável (2010)
  • CITES: Apêndice I
  • Fonte: IBAMA, 2001. Mamíferos aquáticos do Brasil: Plano de Ação, versão II.

Você sabia?

Conheça a Toninha
aspasQue as toninhas mergulham a profundidades de aproximadamente 15m, mas podem chegar até os 35m por períodos de 1,5 até 5min.aspas
Conheça a Toninha
Nossos Parceiros
Parceiros Parceiros Parceiros Parceiros
Projeto Biopesca | Copyright © Todos os direitos reservados