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Newsletter Instituto Biopesca - Edição nº 38 - Dezembro 2022

Esta edição do “Em dia com o Biopesca” destaca os principais fatos de 2022 que, embora esteja terminando, não descontinua a determinação e o empenho da equipe em cuidar dos animais marinhos que ingressam na base do Biopesca debilitados. Esse é o caso de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) com desvio ósseo na face em tratamento na sede da instituição. 

Desejamos que 2023 também seja mais um ano com boas novidades para compartilhar. Até lá e boa leitura.

Tartaruga-cabeçuda com desvio ósseo na face recebe cuidados

O ano está terminando com uma boa notícia: o resgate de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) com um desvio ósseo na face. Ela foi encontrada em novembro em Mongaguá pelo pescador Juliano de Almeida e levada para a base do Instituto Biopesca pela equipe. Desde então, está em tratamento, que já incluiu vários procedimentos, entre eles uma tomografia computadorizada.  Esse exame evidenciou o desvio ósseo, causado por uma lesão crônica no ouvido. 

Por conta desse problema, ela estava com otite (inflamação no ouvido). Duas cirurgias foram realizadas para reparar a lesão, a primeira delas pelo médico veterinário Gustavo Dutra, do Aquário Municipal de Santos e parceiro do Instituto Biopesca, e a segunda pela equipe do Instituto Biopesca. “Ela ficará com a face deformada em decorrência do desvio ósseo, mas, agora, esse problema já não causa mais dor”, explica a médica veterinária Vanessa Ribeiro, do Instituto Biopesca. 

Retrospectiva do ano relembra fatos marcantes

A retrospectiva de atividades do Instituto Biopesca em 2022 recorda alguns fatos que ganharam destaque na trajetória da organização. Um deles ocorreu em janeiro, quando cerca de 200 peixes e crustáceos foram resgatados e voltaram para o mar em Peruíbe. Eles estavam represados em uma piscina natural formada na orla da praia em decorrência de uma forte ressaca e foram resgatados em uma operação conjunta, que envolveu profissionais do Instituto Biopesca e também de outras organizações.
Também ganha destaque o primeiro registro de um trinta-réis-das-rocas (Onychoprion fuscatus), uma espécie que ainda não havia sido registrada no Estado de São Paulo no âmbito de execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. Essa é uma ave extremamente oceânica e raramente é avistada na costa. Está presente em todo o Oceano tropical e, no Brasil, ocorre em Fernando de Noronha, no Atol das Rocas, Trindade, Ilha de Martim Vaz e em Abrolhos.

As áreas de comunicação e educação ambiental também registraram boas novidades. Só em dezembro, o alcance (número de pessoas que viram qualquer conteúdo da página) do Facebook aumentou pouco mais de 53% e o do Instagram, 62,5%, em relação ao mês anterior. Atualmente, as duas mídias somam 25.405 seguidores. O canal do Instituto Biopesca no Youtube alcançou mais de 3 mil visualizações só em 2022, marca que cresce a cada ano. 

De forma geral, o objetivo das mídias sociais do Instituto Biopesca é sensibilizar cada vez mais pessoas para a importância da conservação do ecossistema marinho.  Já a educação ambiental estreou o Programa de Formação Docente com o curso “O Oceano que queremos na escola”, criado para promover a formação continuada de educadores sobre educação ambiental e contextualizada na Década do Oceano e na Cultura Oceânica. 

Ainda merecem registro os casos de animais marinhos resgatados pela equipe do Instituto Biopesca e que voltaram para a natureza em decorrência do tratamento recebido da equipe da organização. Entre eles, está um muito especial, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus). Essa ave, embora pequena (mede 24 centímetros, em média), viaja enormes distâncias entre os hemisférios sul e norte, chegando a percorrer mais de 15 mil km, com poucas paradas para se alimentar e descansar. Além disso, o maçarico-de-papo-vermelho está criticamente ameaçado de extinção. 

Novo episódio do Youtube no ar

O episódio que estreou em dezembro no canal do Instituto Biopesca tem como tema “O que acontece quando um predador desaparece?”, relacionando, de forma clara e didática, a extinção de uma espécie – no caso, a toninha (Pontoporia blainvillei) – e o impacto desse problema na cadeia alimentar. 

www.youtube.com/@Biopesca

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

Para mais informações, acesse
www.comunicabaciadesantos.com.br.

O Instituto Biopesca é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1998 no município de Praia Grande, litoral de São Paulo. A entidade tem como missão promover a conservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção, a partir de pesquisas, apoio a atividades acadêmicas e ações de educação ambiental.


Expediente:

A newsletter é produzida pelo setor de Comunicação do Instituto Biopesca.
Textos e Edição: Maria Carolina Ramos – MtB 23.883. Imagens: Instituto Biopesca.

Fotos: Sophia Romano/Divulgação - Instituto Biopesca

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