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Newsletter Instituto Biopesca - Edição nº 36 - Agosto / 2022

A soltura de um grupo de pinguins que recebeu cuidados veterinários de três instituições, entre elas o Instituto Biopesca, foi significativa não só por proporcionar uma segunda oportunidade de vida a esses animais, mas também porque foi realizada em agosto. Nesse mês, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) completou sete anos e é no âmbito dessa iniciativa que essas três e também outras instituições fazem esse trabalho. 

O Instituto Biopesca, em particular, já estabilizou muitos dos animais que voltaram à natureza e que integram o grupo daqueles encontrados ainda com vida nas praias que monitora. Essas conquistas gratificam cada um desses dias que compõem esses sete anos de PMP-BS e, nesta edição, compartilhamos essa satisfação com vocês

Boa leitura.

Ações de Educação Ambiental no litoral centro-sul de São Paulo

Cerca de 160 pessoas participaram de ações de Educação Ambiental realizadas pelo Instituto Biopesca em agosto. A primeira delas ocorreu no dia 3 na Escola Municipal Lions Clube, em Itanhaém, contemplando estudantes de quatro turmas do 4º e 5º anos. Nessa atividade, foi feita uma apresentação destacando a importância da conservação do ambiente marinho e da proteção dos animais que vivem nesse ecossistema. Já no dia 19, moradores do Jardim Melvi, em Praia Grande, e funcionários de uma empresa que trabalham em uma obra de saneamento na localidade participaram de um evento de sensibilização ambiental. 

Ainda nesse mês, foram iniciadas as aulas do Programa de Formação Docente – “O Oceano que queremos na escola” para professores do Ensino Fundamental II da rede municipal de Praia Grande. Esse é um curso elaborado pelo Instituto Biopesca a fim de promover a formação continuada de educadores na área de Educação Ambiental e contextualizada na Década do Oceano e na Cultura Oceânica. A iniciativa tem o apoio da Prefeitura Municipal de Praia Grande, por meio de um convênio firmado entre o Instituto Biopesca e o Departamento de Educação Ambiental/Secretaria Municipal de Educação (Seduc) para a execução do Programa.

PMP-BS faz sete anos

Em agosto, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) completou sete anos. O Instituto Biopesca é uma das instituições que o executa, percorrendo diariamente as praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, municípios do litoral centro-sul de São Paulo. A equipe busca animais marinhos encalhados, vivos ou mortos, proporcionando uma segunda chance àqueles que estão debilitados e que poderiam ir a óbito caso não recebessem o tratamento adequado.

Nesses sete anos, pouco mais de 7.500 animais marinhos – entre aves, tartarugas e mamíferos marinhos, como golfinhos – já foram encontrados nas praias pelo Instituto Biopesca e recolhidos ou resgatados por meio do monitoramento regular, que ocorre durante a manhã, ou de acionamentos feitos por banhistas e instituições parceiras. Infelizmente, a grande maioria deles já estava sem vida. Por outro lado, entre os socorridos ainda vivos, alguns foram soltos, fazendo com que o trabalho de todos os envolvidos – equipes de campo, veterinária e administrativa – valha a pena.

Há também episódios que marcam essa trajetória pela raridade de sua ocorrência, permitindo coleta de dados que colaboram com a proteção dos animais marinhos. Um dos mais emblemáticos é a desova de uma tartaruga-de-couro em 2021, que ocorreu em Itanhaém. Essa é uma espécie em extinção e ainda não havia um registro como esse no litoral de São Paulo. Por outro lado, há outros casos, bem mais frequentes, evidenciando o impacto negativo das ações humanas, principalmente da pesca e do descarte incorreto de resíduos, particularmente plásticos.

Agradecemos a dedicação de nossa equipe nesses sete anos, bem como às pessoas e instituições parceiras, que estão lado a lado conosco nesse trabalho tão importante para a conservação e proteção da vida marinha.

Soltura de pinguins 

No dia 16 de agosto, um grupo de nove pinguins foi liberado em operação realizada em alto-mar pelo Instituto de Pesquisas Cananeia (IPeC).  Três deles haviam sido encaminhados pelo Instituto Gremar, sendo que um integrante desse grupo havia sido estabilizado pelo Instituto Biopesca. Todos foram resgatados por essas três instituições em trechos de praias do litoral de São Paulo monitorados no âmbito de execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Ao contrário da maioria das outras aves, os pinguins precisam ser soltos em grupo porque são animais gregários, isto é, vivem em bandos. Esses agrupamentos permitem que eles consigam capturar seu alimento de maneira mais eficiente e aumentar a proteção contra os predadores. Portanto, procura-se sempre reunir o maior número possível de animais nas solturas para que, assim, suas chances de sobrevivência aumentem, até que eles consigam voltar para suas colônias. Nesta época do ano, as regiões mais ao sul, onde eles vivem, ainda estão muito frias e, por essa razão, os pinguins provavelmente permanecerão nas proximidades da costa brasileira se alimentando, até chegar a hora certa de retornarem para casa.

O inverno marca o início da temporada migratória de várias espécies marinhas, que viajam para outros locais principalmente em busca de alimento em águas mais quentes. Os pinguins-de-Magalhães estão entre os animais que fazem essa viagem. Eles vivem nas águas dos oceanos Atlântico e Pacífico Sul, nas costas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas/Falklands. Essa é a espécie mais comum na costa do Brasil e é comum avistá-la nas praias.

Novo episódio do Youtube no ar

O rock fala de muitas coisas e o meio ambiente não fica de fora desse estilo musical. Muitas bandas abordam a relação do ser humano com a natureza em suas canções e a música "Echoes", da banda Pink Floyd, também apresenta essa temática, usando o oceano como palco. Saiba mais neste novo episódio que estreou no canal do Instituto Biopesca no Youtube.

youtube.com/institutobiopescacanal

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

Para mais informações, acesse
www.comunicabaciadesantos.com.br.

O Instituto Biopesca é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1998 no município de Praia Grande, litoral de São Paulo. A entidade tem como missão promover a conservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção, a partir de pesquisas, apoio a atividades acadêmicas e ações de educação ambiental.


Expediente:

A newsletter é produzida pelo setor de Comunicação do Instituto Biopesca.
Textos e Edição: Maria Carolina Ramos – MtB 23.883. Imagens: Instituto Biopesca.

Fotos: Sophia Romano/Divulgação - Instituto Biopesca

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